Antes de Stanley Kubrick assumir a adaptação cinematográfica do livro “Laranja Mecânica”, o escritor Anthony Burgess mostrou-se interessado em vender os direitos da obra ao manager dos Rolling Stones por 500 dólares. Mick Jagger seria Alex e os restantes músicos os seus compinchas.

A campainha da casa de campo que Alex surpreende a meio da noite toca as quatro primeiras notas da Quinta Sinfonia de Beethoven.

“I’m singing in the rain… just singing in the rain… what a glorious felling…I’m happy again” Foi o actor Malcolm McDowell que escolheu cantar a música “Singing in the rain” nesta cena, por ser a única cuja letra sabia de cor.


O bar que os fãs da ultra-violência frequentam chama-se “Korova”, a palavra russa para Vaca. O leite teve de ser renovado de hora a hora para evitar que azedasse devido às fortes luzes do estúdio.

A cobra Basil não existe no livro. Foi incluída por Stanley Kubrick quando descobriu que Malcolm McDowell tinha medo de répteis. Mais tarde, o actor admitiu que após fazer este filme ganhou uma nova fobia… a olhos.
Nesta cena é visível ao lado de Alex a banda sonora do filme “2001: Odisseia no Espaço”, outra das obras-primas de Stanley Kubrick.

Uma das mais famosas cenas de sexo da história do cinema demora 40 segundos mas levou 28 minutos a ser filmada. A velocidade acelerada não foi uma opção estética, o realizador adoptou-a como uma estratégia para não irritar os censores e as comissões de classificação de filmes, já chocados com toda a violência existente na obra.


P. R. Deltoid:
You are now a murderer, little Alex. A murderer.
Alex: Not true, sir! It was only a slight tolchok. She were breathing, I swear it.
P. R. Deltoid: I’ve just come from the hospital. Your victim has died.
Alex: You try to frighten me. Admit so, sir. This is some new form of torture. Say it, brother sir.
P. R. Deltoid: It’ll be your own torture. I hope to God it’ll torture you to madness.


Malcolm McDowell sofreu vários ferimentos nas filmagens de “Laranja Mecânica”. Nesta cena, feriu a córnea e ficou temporariamente cego. Também partiu algumas costelas na cena da humilhação (quando é apresentado como curado) e quase se afogava na cena do bosque (quando reencontra os seus compinchas, então agentes da polícia).

 


Alex é salvo da vingança dos vagabundos por dois ex-compinchas que ingressaram na polícia e são agora os agentes 665 e 667. Isto faz de Alex, no meio dos dois, o número 666, conhecido como o número da Besta. “Clockwork Orange” foi traduzido para sérvio e croata como “Paklena Naranca”, ou seja, “A Laranja do Inferno”.




Para acentuar o sentimento de desorientação desta cena, Stanley Kubrick cometeu deliberadamente alguns erros de continuidade no nível do vinho que está no copo e na garrafa e na posição do prato.

 

Para filmar a tentativa de suicídio do ponto de vista de Alex, foi atirada uma câmara Newman Sinclair pela janela. Só à sexta tentativa é que aterrou com a objectiva para baixo, captando o plano desejado por Stanley Kubrick, que posteriormente elogiou a durabilidade do equipamento.



No livro nunca nos é dado a conhecer o último nome de Alex. No filme, este jornal refere-se à personagem como “Alex Burgess”, uma homenagem ao autor do livro, Anthony Burgess.


Para filmar a tentativa de suicídio do ponto de vista de Alex, foi atirada uma câmara Newman Sinclair pela janela. Só à sexta tentativa é que aterrou com a objectiva para baixo, captando o plano desejado por Stanley Kubrick, que posteriormente elogiou a durabilidade do equipamento.


Mesmo depois de a indústria cinematográfica ter abandonado a inclusão de “The End” no final dos filmes, Stanley Kubrick manteve essa tradição associada aos seus filmes.

the end