Psycho foi adaptado de um livro com o mesmo nome do autor Stephen Bloch. Depois de comprar os direitos do livro anónimamente, Hitchcock comprou o maior número de exemplares que conseguiu de forma a esconder o mais possível o final do filme. De forma a manter o segredo do desenlace final, que Hitchcock acreditava ser determinante para o sucesso do filme, no primeiro dia de filmagens todos foram obrigados a jurar não revelar nada sobre o filme. Como medida preventiva extra, não eram permitidas visitas de ninguém ao set e as últimas páginas do guião só foram distribuídas quando estritamente necessário.

Aquando da estreia de Psycho, Hitchcock convenceu os estúdios e os donos das salas de cinema a realizar uma enorme campanha que proibia as pessoas de entrarem na sala de cinema depois do filme ter começado. Naquela altura as pessoas tinham por hábito entrar em qualquer altura do filme mas em Psycho isso iria estragar tudo porque a personagem principal morre nem a meio do filme. Até então, a personagem principal nunca morria

A lingerie que Marion usa no filme não foi feita por encomenda, foi comprada numa loja porque Hitchcock queria que as mulheres no público reconhecessem a lingerie e se identificassem.

Quando Marion aparece no início do filme, o soutien dela é branco porque Hitch queria mostrá-la como angélica. Quando voltamos a vê-a em soutien, já no motel e depois de ter roubado o dinheiro, o soutien é preto, sinal que ela fez algo errado. Da mesma forma, antes de roubar o dinheiro a mala de Marion é branca e depois de o roubar é preta.

Digam olá à filha de Alfred Hitchcock, a outra secretária do escritório onde Marion Crane (Janet Leigh) trabalha .
Conhecido por fazer sempre um cameo nos seus filmes, Hitchcock percebeu que em Psycho só o poderia fazer nesta cena, quando Marion chega ao escritório, porque o público reagia sempre fortemente à presença do realizador no ecrã e isso poderia cortar o ambiente criado a partir do momento em que Marion rouba o dinheiro.
A matrícula do primeiro carro de Marion é ANL-709. A Matrícula do segundo é NFB-418. NFB são as iniciais de Normam Francis Bates.
A personagem de Norman Bates foi inspirada num dos mais conhecidos assassinos dos Estados Unidos, Ed Gein. A crueldade dos seus crimes, chamemos-lhe assim, tornou-o uma espécie de lenda, servindo também de inspiração para filmes como O Silêncio dos Inocentes ou Massacre no Texas.
A casa de Norman Bates foi criada a partir da pintura The House by The Railroad (1924) de Edward Hopper. Hitchcock descreveu o estilo gótico da arquitectura da casa como "California Gingerbread."

Hitchcock era obcecado por pássaros. As referências a eles multiplicam-se em Psycho:

*O filme inicia em Phoenix (Fénix);
*O apelido de Marion é Crane (Grou);

* A sala de Norman está toda decorada com pássaros empalhados e esse é o seu hobby;
* Há quadros com pássaros no quarto de Marion no hotel;
* Norman diz a Marion que ela come como um passarinho;
* O segundo nome de Norman é Francis, santo patrono dos pássaros.

O quadro que Norman tira da parede para ver Marion despir-se é uma pintura clássica de uma violação. (Dão-se alvíssaras a quem conseguir identificar a dita.)

Psycho foi o primeiro filme a mostrar uma casa-de-banho com sanita e ainda, choque dos choques, a mostrar uma descarga do autocolismo. Era considerado de mau gosto mostrar tal coisa. O argumentista fez questão de o fazer, argumentando que um público que nunca tinha visto uma sanita no ecrã, haveria de ter alguma reacção, nem que fosse inconsciente, ao vê-la.

A famosa cena do chuveiro ...

Depois da estreia do filme, Hitchcock recebeu uma carta furiosa de um senhor que se queixava da esposa ter deixado de tomar banho depois de ver Les Diaboliques e agora se recusar a tomar duche por ter visto Psycho. Hitch respondeu: "Sir, have you considered taking your wife to the dry cleaners?" (Já pensou levá-la a lavar a seco?)



Norman Bates:
She just goes a little mad sometimes. We all go a little mad sometimes. Haven't you?

Marion Crane: Yes. Sometimes just one time can be enough.


A boy's best friend is his mother.

Para testar a eficácia do modelo de Norma Bates utilizado, Hitchcock escondeu o esqueleto no quarto de Janet Leigh para avaliar a sua reacção. Acabou por escolher o que a fez gritar mais.


Da mesma forma que Hitchcock exigiu ao público que visse o filme desde o início, formou também uma grande campanha pedindo às pessoas que não contassem nada sobre ele aos amigos depois de o terem visto. Toda esta aura de mistério em volta do filme contribuiu enormemente para o seu sucesso.

the end